Há uma década que Wanessa (ex-Camargo) está no cenário pop brasuca, nunca com seus devidos méritos e, ela é a total culpada, com baladinhas melosas e (ás vezes) chatinhas, e grandes sucessos culposos como O Amor Não Deixa, Eu Quero Ser o Seu Amor, Não Resisto Há Nós Dois, só para citar alguns. Agora a filha de Zezé, a sobrinha de Luciano e a neta de Francisco, sabe muito bem o que quer da vida e de sua carreira, agora adulta e quase balzaquiana, ela quer invadir as pistas de dança do mundo inteiro, invadir o cenário pop do planeta. Para isso requisitou os melhores compositores e produtores e fez um álbum apoteótico, sim apoteótico, o melhor de sua carreira que já estava balançada com as mesmices que a cercavam. Wanessa foi esperta até no nome do cd, DNA, um nome universal que está em todas as línguas, falando em línguas, seu inglês soa perfeito, assim não teria mesmo como errar. Aliás, está tudo lá, refrão viciante, chiclete, batidas envolventes e hipnotizantes, tudo para marcar seu território e gravar seu nome.
O cd já começa com a melhor faixa do álbum e a melhor música de sua carreira, DNA faixa título é puro poder, dançante, orgástica, tão poderosa que deixa qualquer música da Ciara no chinelo, um refrão vicitante e puro chiclete. Stuck On Repeat é aquela que foi elogiada pela New York Times, e com todo o mérito, para as pistas, mas no seu limite. Já Murder, poderia facilmente ser uma música da diva Kylie Minogue, de tão ótima que é. Worth It, ela encarna a femme fatale, quase como um alterego, safada (nos limites Wanessa) e divertida. Sticky Dough é uma mistura suja de dance com funk que deu certo e ainda temos a participação divertida da rapper Bambam, é uma das melhores do cd. Só eu achei o inicio de Get Loud parecida com We R What We R da Ke$ha? Nada que tire seu brilho e energia, assim como Falling For You, outra já conhecida do público, ganhou novos elementos e ficou mais acelerada. Blow Me Away é Mi Chico Latino+Alejandro+La Isla Bonita, e não pense mal da música, além de ser a única realmente sensual do álbum, depois de DNA, é a melhor.
Depois de tanto bater cabelo somos apresentados aos momentos mais calmos do álbum, Rescue Mission, é uma baladinha dance chatinha e nem por isso dispensável, a palavra “mayday”, é puro suor (se é que me entendem), Tonight Forever é simplesmente ótima, assim como a anterior uma baladinha gostosa e que agrada. High me lembra alguma música que ainda não consigo lembrar e está prontinha para abalar na dancefloor. Somente na voz e piano, temos It´s Over, a melhor baladinha romântica do álbum, além é claro, de ser chiclete. Blind Faith, tem versos falados só para encerrar o cd. E acabou. Já a versão deluxe tem as versões remixes de Worth It e Stuck On Repeat.
Passados pouco mais de 50 minutos, há a confirmação que Wanessa não está para brincadeira, está focada e quer arrasar. Ok, todo mérito a ela, o grande problema, que pode ser crucial ao um possível flop, é a falta de sensualidade e postura divônica, como as grandes cantoras pop tem se portando ultimamente. Como Wanessa quer concorrer com estrelas como Britney, Rihanna, Beyoncé, Shakira ou até mesmo estrelas teen como Anahí, Miley Cyrus? Todas têm sensualidade, exploram isso e Wanessa por mais que tente, sempre soa falso e vai ser difícil dominar o mundo assim. Bem ficamos na torcida, e queremos e precisamos de uma diva desse porte por aqui. Por enquanto é sonho, mais que tal um #1 em toda Europa e na Billboard? Não seria nada mal, hein? Mais vem cá, tinha que engravidar justo agora?


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